Selvíria participa de audiência na ALEMS que discutiu o avanço da Sivicultura
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O avanço do plantio de eucalipto no leste de Mato Grosso do Sul e seus efeitos sobre as nascentes dos rios e impactos na produção rural e na fauna silvestre e foi tema de uma audiência pública realizada na semana passada, em Campo Grande, na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul.
O evento foi coordenado pelo deputado estadual Zeca do PT, presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas e Quilombolas da Assembleia Legislativa, e contou com a participação do subsecretário de Meio Ambiente de Selvíria, Valcitinez Santiago.
A área de eucaliptos plantados no Estado aumentou em 500% nos últimos dez anos, conforme a Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), somando 1,75 milhão de hectares em 2025.
Durante a audiência, representantes de diversos setores debateram a expansão da silvicultura na região e destacaram a necessidade de atualização da legislação ambiental para acompanhar o crescimento da atividade.
Segundo Zeca do PT, o objetivo do encontro foi promover um debate mais aprofundado sobre o tema e buscar encaminhamentos que permitam compreender melhor os impactos da atividade. “A ideia é conhecer melhor a realidade e os efeitos que as florestas de eucalipto têm causado na vida de muitas pessoas”, afirmou.
Para o subsecretário de Meio Ambiente de Selvíria, Valcitinez Santiago, é importante garantir que a expansão da silvicultura ocorra de forma organizada, com políticas públicas voltadas para minimizar os impactos ambientais e sociais da atividade. Ele também destacou a necessidade de que as compensações e os tributos gerados pela atividade beneficiem os municípios onde os impactos ocorrem. “O eucalipto é plantado, gera impacto ambiental, mas os tributos vão para a cidade onde a empresa está sediada. E nós queremos ser compensados, não apenas gerar receitas para outros Municípios”, afirmou.
Ao final da audiência, ficou definido que um documento com as principais conclusões do debate será encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília.
Por: ASSECOM



